Juiz vai interrogar pessoal da UEM
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de abril de 2004
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
O juiz da 3 Vara Criminal de Maringá Shiroshi Yendo deve começar nos próximos dias a ouvir os 37 funcionários públicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ligados ao Nupélia - Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura, órgão vinculado ao Centro de Ciências Biológicas, que foram denunciados pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público de Maringá por falsidade ideológica. Sete deles, três coordenadores do Núcleo e quatro secretárias, também foram denunciados por formação de quadrilha.
Yendo acatou a denúncia por entender que 'há materialidade do crime e indícios suficientes de autoria'. Os citados já estão sendo convocados para os interrogatórios. Segundo a denúncia, entre 1994 e 2002, os servidores envolvidos autorizaram a utilização de seus nomes como sendo solicitantes de viagens para vários locais.
Os valores referentes às diárias indevidamente solicitadas com base em declarações falsas teriam sido repassados ao denunciado Jair Gregóris (coordenador administrativo), sob o pretexto de que seriam destinados para pagamentos de despesas diversas não previstas pela UEM. Entre elas, despesas de alimentação e pousada de alunos da graduação, pós-graduação e pagamento de pescadores. O valor desviado é estimado em cerca de R$ 230 mil.
O coordenador científico da Nupélia, Luís Carlos Gomes, que não teve seu nome citado na denúncia, afirmou que os envolvidos preferem esperar ''o momento certo'' para se pronunciarem. Ele acrescentou que já era esperado que o juiz acatasse a denúncia.
O reitor Gilberto Pavanelli, através de nota oficial, esclareceu que todos os gastos estão devidamente comprovados, uma vez que ao término de cada projeto, o Nupélia presta contas das atividades desenvolvidas.


