Juiz vai avaliar segunda situação dos brasiguaios
Agência Estado
De Foz do Iguaçu
A Justiça do Paraguai só vai se manifestar segunda-feira sobre o estado de sítio em que se encontra há quatro dias a cidade de San Alberto, localizada a 90 quilômetros da fronteira com Foz do Iguaçu. Um grupo de 2 mil integrantes do movimento dos trabalhadores rurais sem-terra paraguaios bloqueou as principais estradas de acesso à cidade e tomou conta das ruas.
Eles querem a saída dos imigrantes brasileiros - que representam 80% dos 23,5 mil habitantes - e a deposição do prefeito Romildo Antônio Maia de Souza, que é brasileiro. O juiz da 1ª Vara Criminal de Ciudad del Este, Hugo Zueli Martinez, vai decidir se Maia poderá voltar a despachar no prédio da prefeitura local, que há dez dias está cercada pelos manifestantes.
O policiamento teve de ser reforçado para evitar um confronto armado e permitir que o comércio pudesse reabrir e as aulas voltassem ao normal.
Outras cidades colonizadas por brasileiros temem a ação dos sem-terra. Em Santa Rita, por exemplo, cerca de 90% dos 20 mil habitantes são agricultores brasileiros.
Cerca de 200 brasileiros que foram expulsos de suas terras no Paraguai estão acampados nas proximidades da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu. Eles querem que o governo brasileiro interceda e garanta a segurança dos imigrantes no Paraguai. Se não conseguirem uma resposta até segunda-feira, prometem fechar novamente a ponte - como ocorreu na última quinta-feira.
Anhembi O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que concluiu na manhã de ontem a transferência de 1,2 mil famílias para a área urbana de Anhembi (SP), apresentou ao prefeito Geraldo Conceição Cunha (PSDB) a proposta de participar da tomada de decisões que envolvam o grupo na cidade.
As lideranças querem discutir tudo o que envolva o destino dos sem-terra. Líderes do movimento estiveram com o prefeito e obtiveram autorização para uso dos vestiários do estádio local pelas famílias. O prefeito foi convidado a participar da reunião que os líderes terão, quarta-feira, com a presidente do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Tânia Andrade.
O prefeito confirmou o contato com o líder do MST. Nossos recursos são limitadíssimos e mal dão para atender a população daqui. Ele acha que o governo do Estado deve tomar a frente das negociações com os sem-terra.





