Juiz suspende licitação do Ibama
Arquivo FolhaExploração de serviços turísticos no Parque Nacional do Iguaçu estão suspensas por solicitação do Ministério PúblicoO juiz federal Luiz Antônio Bonat, de Curitiba, suspendeu ontem a licitação promovida pelo Ibama para a exploração de serviços turísticos no Parque Nacional do Iguaçu. O juiz atendeu medida cautelar, solicitada pelo Ministério Público, na madrugada de ontem, porque o edital apresentava itens que restringiam a participação de determinado tipo de empresas. O Ibama pretendia licitar, ontem às 9 horas, a exploração dos passeios turísticos da trilha do Poço e do Salto do Macuco, que atualmente já estão em funcionamento.
O Ministério Público alega que o edital divulgado pelo Ibama apresenta inúmeras cláusulas ilegais, porque põe em risco o patrimônio público e o meio ambiente e afronta princípios comezinhos do direito administrativo. Entre as irregularidades apontadas pelos procuradores da República Antonia Lélia Neves Sanches e Sérgio Cruz Arenhart, estão a restrição à participação de consorciadas a um máximo de quatro empresas e a falta de critérios subjetivos de julgamento, especialmente nos aspectos técnicos.
O edital adota, por exemplo, expressões vagas como veículo especial, transporte horizontal e edifício ambiental. Além disso, exige adequabilidade dos sistemas propostos de transporte naval e horizontal interno. O que, afinal é um veículo especial?, pergunta o documento do Ministério Público.
Por decisão do juiz federal Luiz Antonio Bonat, os envelopes da licitação permanecerão lacrados até o julgamento definitivo da ação. Esta é a segunda vez que o Ministério Público obtém a suspensão da mesma licitação do Ibama. Da primeira, no início do ano, foram dadas diversas sugestões para o edital, que não foram observadas pelo Ibama.





