Juiz revoga prisão de Luizinho Drumond
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de fevereiro de 1999
Por Andréia Maia 
Rio, 12 (AE) - O juiz do 2º Tribunal de Justiça do Rio, José Geraldo Antônio, revogou hoje à tarde o mandado de prisão temporária expedido contra o banqueiro do jogo de bicho, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e patrono da Imperatriz Leopoldinense, Luiz Pacheco Drumond, o "Luizinho Drumond". Ele é acusado de ser o mandante da morte do bicheiro Abílio da Silva Aleixo, o "Abílio Português", de 68 anos, assassinado em agosto do ano passado, em Bonsucesso, na zona norte.
Também tiveram a prisão relaxada Lucimar Carlos Teixeria e Carmem Miklos Pereira, presas por detetives da Delegacia de Homícidos da Polícia Civil, ontem, junto com Luizinho. Segundo a polícia, Lucimar e Carmem teriam gravado uma fita em que afirmam que o presidente da Liesa planejou a morte de Abílio Português.
Em seu despacho, José Geraldo assinala a "imprescindibilidade da prisão temporária de Luiz Pacheco Drumond pela polícia". O juiz ressalta que "o mandado de prisão foi expedido na quinta-feira passada (04), porém, só foi cumprido ontem (11), sem que houvesse qualquer explicação para esta demora".
Lembra, ainda, que Luizinho procurou o Ministério Público, logo após ser acusado também pela morte do bicheiro Paulo Andrade - filho do banqueiro de bicho, Castor de Andrade, já falecido - ocorrido na Barra da Tijuca, na zona oeste, no segundo semestre do ano passado. O promotor de Justiça, Júlio César da Silva, manifestou-se contrário a decisão do juiz alegando que os policiais envolvido nas investigações deveriam ser ouvidos pela Justiça. Ex-presidiário - A prisão temporária de Luizinho foi determinada pelo mesmo juiz com base nas declarações do ex-presidiário Ney Gil Nunes, do Instituto Penal Vieira Ferreira Neto, no Complexo da Frei Caneca, centro. Em depoimento na Delegacia de Homícidios, Nunes que o presidente da Liesa teria mandado matar Abílio Português para ficar com seus pontos de bicho na Bahia.


