Juiz responsável por Beira-Mar é assassinado
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sábado, 15 de março de 2003
Das Agências 
Presidente Prudente O juiz de execução criminal de Presidente Prudente, José Antonio Machado Dias, de 48 anos, que estava no cargo havia mais de dez anos, foi assassinado na última sexta-feira, numa emboscada, instantes após deixar o Fórum, do qual era diretor. Dias também era corregedor de presídios da região entre eles, o de Presidente Bernardes, de segurança máxima, onde estão presos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o traficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Entre outras atribuições, Dias era responsável pela liberação e transferência de presos.
O crime ocorreu por volta das 18 horas. Após rodar cerca de 300 metros, o juiz teria sido fechado por um Uno branco. Da calçada, um rapaz disparou possivelmente uma pistola por quatro vezes, atingindo o juiz com dois tiros na cabeça e um no estômago. Desgovernado, o Vectra dirigido por ele bateu numa árvore e ficou na calçada como se estivesse estacionado na Rua José Maria Armond. Uma testemunha disse aos policiais que o atirador entrou no Uno e fugiu em companhia de um comparsa, que estava ao volante.
''É um crime bárbaro, inadimissível e deve ser apurado e punido com todo o rigor. É absurdo que isso ocorra'', afirmou o procurador-geral de Justiça do Estado, Luiz Antonio Guimarães Marrey. Ele falou na noite do crime com o secretário da Segurança Pública do Estado, Saulo Abreu, e com o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Sérgio Augusto Nigro Conceição. Saulo determinou a mobilização total da polícia na região para a prisão dos criminosos. Mas segundo a Polícia Militar, até o início da tarde de ontem, nenhum suspeito foi detido.
Dias é lembrado pelos colegas como um homem bem humorado e brincalhão, apaixonado pela magistratura. Desde que a Vara de Execuções de Presidente Prudente foi criada, ele sempre foi o juiz. Por sua graduação, poderia ter se transferido para a capital, mas preferiu continuar na cidade. Ao receberem a notícia da morte do juiz, por volta das 23 horas de sexta-feira, presidiários da cidade comemoram o crime com gritos e palmas, como se festejassem um gol.
O corpo do juiz seria enterrado ontem, às 17 horas, no Cemitério São Paulo, na zona oeste de São Paulo.


