São Paulo, 05 (AE) - O juiz Pedro Luiz Aguirre Menin, da 14.ª Vara Criminal, rejeitou hoje denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os fiscais Marco Antonio Zeppini e Maurício Lucoveis, da Administração Regional de Pinheiros, por crime de concussão, e mandou arquivar o inquérito. Segundo a promotoria, entre outubro e novembro de 1998 os dois acusados teriam exigido R$ 900,00 de Getúlio Yutaka para regularizar e obter licença de funcionamento de seu estabelecimento comercial. A quantia foi parcelada em três cheques, recebidos por Zeppini. Ele anotou os valores recebidos em uma agenda, que foi apreendida pela polícia.
O juiz entendeu que falta "justa causa para propositura da ação penal pretendida, diante da absoluta ausência de elementos de prova ou indícios que possam viabilizar a acusação". Contra os denunciados, existe apenas a declaração da vítima e nem mesmo os três cheques foram anexados aos autos. Rejeições - Essa é a quarta denúncia oferecida contra Zeppini e rejeitada pelos juízes do Fórum Criminal, por "inépcia". Anteriormente, foram proferidas decisões de rejeição pelos juízes da 21.ª, 22.ª e 29.ª Varas criminais. Com exceção da decisão da 22.ª Vara, que já transitou em julgado, a promotoria pode ainda recorrer ao Tribunal de Justiça, insistindo na instauração de ação penal.
A prisão de Zeppini em dezembro deu início à investigação sobre a suposta máfia dos fiscais. Ele foi flagrado tentando extorquir a comerciante Soraia Patrícia da Silva. Zeppini foi filmado por uma câmera escondida exigindo pagamento de R$ 30 mil em propina para perdoar multas estimadas em R$ 60 mil de um estabelecimento onde ela pretendia instalar uma academia de ginástica.

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