São Paulo, 06 (AE) - O juiz Núncio Theophilo Neto, da 29.ª Vara Cível da capital, concedeu hoje liminar à empresa holandesa Air Invest para reintegração de posse de um Airbus A-310-300 prefixo PPSFH, equipado com duas turbinas General Motors (GM). A ação de reintegração foi movida contra a Vasp, que arrendou o avião em agosto de 1997, propondo-se a pagar 48 prestações mensais de US$ 380 mil cada uma.
A Vasp tem atrasado os pagamentos desde setembro de 1998
acumulando um débito de US$ 3,245 milhões. Além disso, a companhia aérea presidida por Wagner Canhedo há muito tempo deixou de pagar as reservas de manutenção - uma espécie de fundo para o qual a Vasp teria de enviar dinheiro mensalmente ao dono do avião para fazer frente aos custos de manutenção.
O avião está em Quito, Equador, em poder da Ecuatoriana de Aviación, com a qual a Vasp celebrou contrato de subarrendamento, em 12 de agosto de 1997. A Ecuatoriana de Aviación é controlada pelo grupo Vasp.
O juiz paulista remeteu hoje carta rogatória à Justiça do Equador, com o intuito de remover o avião para o Aeroporto de São José dos Campos, a 100 quilômetros de São Paulo, no Vale do Paraíba, onde permanecerá à disposição da empresa holandesa.
A Vasp foi intimada no processo a pagar o que deve, tendo respondido em termos genéricos. A diretoria jurídica da empresa reconhece a existência da dívida, mas se limita a informar que o montante exigido não corresponde à realidade.
Segundo o porta-voz da Vasp, Ruy Nogueira, a companhia é credora de US$ 85 mil, referente à diferença de juros pagos a mais no contraro de leasing com a Air Invest. Nogueira conta também que a Vasp está com o leasing pago até dia 25, mas aguardará decisão final da Justiça. Os advogados da Air Invest disseram hoje que tentaram negociar com a Vasp antes de abertura do processo.