A Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo afastou ontem, por 30 dias, o juiz José Marcos Silva, titular da Vara de Execuções Criminais de Osasco, SP). A suspensão foi determinada pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Sérgio Augusto Nigro Conceição, em razão de suspeitas de envolvimento do juiz no episódio de espancamento de presos da Cadeia Pública de Osasco, dia 10 de dezembro.
De acordo com o promotor Carlos Cardoso, assessor de direitos humanos da Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo, as agressões aos presos teriam sido praticadas por cerca de cem policiais, em represália a uma rebelião que fora controlada três dias antes. Segundo o promotor, depoimento de presos confirmam que as torturas teriam sido presenciadas pelo juiz José Marcos Silva. A reportagem tentou falar ontem com o juiz José Marcos Silva, mas o Fórum de Osasco informou que ele estava em férias.

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