Juiz prorroga prisão de fazendeiros
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segunda-feira, 21 de maio de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A Justiça Federal do Mato Grosso negou o pedido de relaxamento de prisão dos agropecuaristas Ilton Vicentini, Ivo Vicentini e Flávio Turquino, detidos em Londrina no último dia 16. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF) em Cuiabá, o procurador da República Mário Lúcio Avelar pediu a prorrogação das prisões temporárias por mais cinco dias.
A mesma medida foi adotada para 38 pessoas presas na operação Mapinguari, deflagrada pelo Ibama e Polícia Federal (PF) em cinco estados brasileiros. A Justiça acatou todos os pedidos. A prorrogação vence na próxima quinta-feira e, de acordo com a assessoria, o MPF deve entrar com pedido de prisão preventiva (por tempo indeterminado) dos suspeitos.
No embasamento de sua decisão, o procurador aponta que ''é imperioso considerar que os requeridos, os madeireiros, grileiros e proprietários rurais, detêm em seu poder considerável estoque de madeira de origem ilícita, cuja cubagem encontra-se em procedimento de realização pelo IBAMA''. Cita ainda que é preciso esclarecer ''contratos de arrendamento realizados em nome de laranjas''.
Os fazendeiros londrinenses foram apontados como proprietários de várias terras limítrofes ao Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, e como autores de crimes de extração, transporte e comercialização ilegal de madeira nativa da área. As mesmas suspeitas motivaram as prisões de Audrey Tachibana Vicentini e Maria Helena Braile Turquino, mas ambas tiveram o pedido de habeas corpus aceito.


