O médium Rubens Faria Júnior, que diz incorporar o médico alemão dr. Fritz, está proibido de deixar o País até que a Polícia Federal comece a ouvir, no início de março, as testemunhas em inquérito no qual ele é acusado de homicídio, prática ilegal de medicina, sonegação e evasão fiscais. A decisão de barrar a saída do médium foi tomada pelo juiz titular da 41ª Vara Federal, Alcides Martins. Ele não foi indiciado.
Rubens Faria Júnior nega ter recebido qualquer intimação ou determinação da Polícia Federal ou da Justiça e todas as acusações que lhe são atribuídas, exceto a de prática ilegal de medicina. ‘‘Mas só perante a lei dos homens, porque até a Igreja Católica tem sessões de cura e o que eu faço é prática legal da minha espiritualidade’’, disse o médium.
‘‘O delegado encarregado do caso disse que a única acusação, além dessa, pode ser de sonegação fiscal, mas minha declaração de renda está correta e à disposição do juiz ou da Receita Federal’’, afirmou Faria Júnior.
Estão arrolados como testemunhas no processo o ex-jogador do Flamengo, Nélio Gonçalves, de 70 anos, que teria sido operado do coração com injeções, Ely Nascente e Cláudia Barbosa, mãe e avó da menina Carine, que morreu de leucemia em 1990. Eles acusam o médium de ter recomendado a interrupção do tratamento, garantindo que havia feito um transplante de medula na menina.
Faria Júnior nega essa história. ‘‘Quando o dr. Fritz, incorporado em mim, viu a menina, recusou-se a tratá-la pois notou que ela ia morrer, no máximo, em uma semana’’, lembra ele. ‘‘E cinco dias depois Carine morreu e a mãe, talvez no desespero preferiu atribuir a culpa a mim’’.

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