O juiz José Maria Teixeira do Rosário, da 1ª Vara Penal de Belém, mandou prender ontem o fazendeiro goiano Jerônimo Alves Amorim, foragido da Justiça paraense há sete anos. Amorim é acusado de ser o mandante da morte do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria, no Sul do Estado, Expedito Ribeiro de Souza, em 1991, com vários tiros pelas costas, pelo pistoleiro José Serafim Sales, o ‘‘Barreirito’’.
O gerente da Fazenda Nazaré, Francisco Assis Pereira, o ‘‘Grilo’’, foi quem denunciou o próprio patrão como mandante do crime. O pistoleiro recebeu CR$ 30 mil (dinheiro da época) pelo serviço. ‘‘Grilo’’ e ‘‘Barreirito’’ estão presos na Penitenciária de Americano, próximo a Belém. Amorim, proprietário de várias fazendas no Sul do Pará, ficou preso apenas quatro dias, em 1992, mas foi solto pela Justiça.
Durante depoimento prestado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência, na Assembléia Legislativa, Amorim chegou a afirmar que a Constituição Federal dava a ele o direito de matar para defender a propriedade. A morte de Souza levou a Rio Maria o escritor colombiano Adolfo Perez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz, além de várias entidades de direitos humanos da Europa e Estados Unidos. O fazendeiro estaria vivendo tranquilamente em Goiânia.

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