O desembargador da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, José Carlos Watzl, negou ontem liminar em habeas corpus em favor do modelo Márcio Scherer. O habeas corpus foi impetrado ontem à tarde pelo advogado Ivan Guardati para que o rapaz aguardasse em liberdade o julgamento do processo em que é acusado de ter assassinado, em março, o empresário paraense João Saboya em um quarto do Hotel Waldorf Astoria, em Nova York.
No despacho, o desembargador assinala ‘‘haver indícios da autoria do crime’’, para manter Scherer preso na carceragem da 14ª Delegacia Policial, no Lebon, junto com outros 30 presos. Watzl levou ainda em conta o fato de o modelo ter se mudado de cidade para indeferir a liminar. Scherer vai ficar sob custódia por 30 dias, prorrogáveis. O desembargador José Carlos Watzl requisitou informações sobre o acusado ao juiz da 20ª Vara Criminal, Orlando Secco, que decretou a prisão de Scherer.
A 1ª Câmara Criminal ainda vai julgar o mérito do habeas corpus, que permitiria a Scherer aguardar o julgamento em liberdade. Os desembargadores se reúnem uma vez por semana, geralmente às terças-feiras, e o pedido de Watzl por mais informações sobre o caso inviabiliza que o assunto seja discutido na reunião de hoje. Segundo a assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio, o parecer pode ser dado no prazo entre uma semana e 15 dias.
Pistola Mesmo estando sem munição, uma pistola acabou provocando tumulto ontem à tarde numa escola de Guarulhos (SP). Segundo informações da polícia, por volta do meio-dia, o vice-diretor da Escola Estadual Padre Conrado Sivila Alcina teria ligado para o 6º Distrito Policial, para informar que um aluno estava armado dentro da sala de aula.
A polícia foi ao local e acabou encontrando a arma, sem munição, embaixo de um armário. Os policiais perguntaram aos estudantes de quem era a arma e o adolescente H.A., de 16 anos, confessou que era dele.º DP. Na polícia, H.A. disse ter encontrado a pistola, há alguns dias, na rua.
H.A. afirmou ter colocado a arma embaixo do armário antes do início da aula, para pegá-la depois. ‘‘Acredito que, como a arma estava sem munição, o garoto estava querendo apenas se mostrar para os colegas’’, afirmou o delegado.

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