Juiz nega liberdade para Celina e Beatriz Abagge
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sexta-feira, 25 de julho de 1997
Lorena Aubrift Klenk Curitiba 
Celina e Beatriz Abagge, acusadas de participação no assassinato do menino Evandro Ramos Caetano, em abril de 1992, vão continuar em prisão domiciliar até o julgamento, que deverá ser marcado no início de agosto. O pedido de liberdade apresentado pelos advogados das duas acusadas foi indeferido pelo juiz substituto da Vara Criminal de São José dos Pinhais, Naor Ribeiro de Macedo Neto.
O pedido de conversão da prisão domiciliar para liberdade plena ou provisória foi apresentado sob o argumento de que as duas acusadas vêm cumprindo todas as determinações da Justiça, mesmo estando sem vigilância. Os advogados Ronaldo Botelho e Osmann de Oliveira argumentaram que a prisão, embora domiciliar, é um ato coativo, agora injusto e desnecessário.
Mas o juiz entendeu que o pedido não apresenta qualquer fato ou prova nova, capazes de alterar a situação que determinou a manutenção das acusadas presas. Ainda não desapareceram as conveniências da instrução criminal e a necessidade de garantia da ordem pública, afirma o juiz no despacho.
A data do julgamento deverá ser anunciada na primeira semana de agosto pela juíza titular da Vara Criminal de São José dos Pinhais, Marcelise Lorite Andrade. Até agora, o processo corre unificado para os sete acusados, mas é possível que seja desmembrado. Há interesse de todos os acusados em realizar os julgamentos separadamente e pedidos nesse sentido deverão ser apresentados logo após o anúncio da data do julgamento.


