A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, não terá que suspender o bombeamento de petróleo. Ontem, o juiz federal, Antônio César Bochenek, reconsiderou o pedido de interdição do oleoduto, expedido por ele mesmo na última sexta-feira. Bochenek havia acatado a ação da Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar), que pedia a paralisação do trabalho por falta de segurança e ausência de um estudo de impacto ambiental. A entidade pretende recorrer da nova decisão.
No recurso, a Petrobras alega que a paralisação dos trabalhos ‘‘causaria caos social, tendo em vista a dependência dos produtos da refinaria’’. No entanto, o juiz substituto da 4ª Vara Federal não mudou o restante da ação que obriga a estatal a realizar um estudo ambiental. Ontem, a assessoria da Repar informou que a refinaria estava processando 27 milhões de litros de óleo cru, descartando qualquer possibilidade de desabastecimento.
Bochenek ordenou que seja apresentado em 30 dias um estudo que resulte em um plano de controle ambiental. Ele determinou uma análise preliminar de risco e um projeto de recuperação da área degradada pelo vazamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo cru, ocorrido no dia 16. O juiz também destaca no despacho que a Petrobras deve respeitar o acordo firmado com os órgãos ambientais.
Ontem, a estatal iniciou as análises físico-químicas e microbiológicas para avaliar como vai realizar o processo de biorremediação do solo contaminado pelo óleo cru. A área de 20 hectares, onde foram derramados cerca de 3 milhões de litros, deverá receber as bactérias que consomem petróleo dentro de um mês.

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