Londrina - Após receber uma denúncia de que ingressos da ''rave'' ''Anthrax - 3 Anos'' estariam sendo vendidos para adolescentes, a Promotoria da Vara da Infância e Juventude de Londrina entrou com ação de interdição da festa. No entanto, a decisão liminar foi indeferida pelo juiz substituto da Vara da Infância e Juventude, Paulo Roldão. Com isso, ele liberou a realização do evento que acontece hoje na Fazenda Cachoeirinha, em Londrina.
A promotora Édina Maria de Paula disse que no dia 16 de setembro recebeu, por escrito, da organização da ''rave'' que não seria permitida a entrada de menores de 18 anos. Há alguns dias, porém, ela teria recebido uma ''autorização'' para os pais assinarem e permitirem a entrada de adolescentes maiores de 16 anos no evento. Cópias do ''documento'' estariam disponíveis na página da festa no Orkut. Ontem, a reportagem acessou a página mas não localizou o documento. ''É público e notório que festas deste tipo permitem o uso livre de drogas durante todo o tempo'', argumentou a promotora.
Ela disse que optou pelo pedido de interdição total porque o número de comissários de menores é ''ridículo'' e não garantiria uma fiscalização eficiente. ''Eles não conseguem atender nem as festas comuns quanto mais uma deste porte'', comentou a promotora. Segundo a organização da festa, já haviam sido vendidos 6 mil ingressos até ontem. Édina também apontou que até anteontem a festa não tinha sido autorizada pela Polícia Civil, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Prefeitura e Corpo de Bombeiros.
O organizador da festa, José Leonardo de Castro, garantiu que está totalmente proibida a entrada de menores na ''rave''. ''Não estamos vendendo para menores, nos ingressos e flyers está escrito que não é permitida a entrada de menores'', assegurou. Ele também negou a existência da suposta ''autorização'' no Orkut. ''Isso nunca aconteceu'', afirmou. Sobre o consumo deliberado de drogas, Castro informou que os mais de 150 seguranças - ''todos cadastrados na Polícia Federal'' - estariam instruídos para encaminhar para a Polícia Militar qualquer pessoa que for flagrada consumindo entorpecentes.

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