Juiz interdita asilo no PR suspeito de tortura
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O juiz Anderson Ricardo Fogaça, do Fórum de Sarandi (7 km a leste de Maringá) acatou pedido liminar do Ministério Público (MP) e determinou a interdição da Casa de Repouso Lar Feliz e a remoção do todos os 101 idosos internados. A entidade, segundo ação civil pública ajuizada na semana passada, não teria condições de higiene nem equipe especializada para abrigar os internos. Na segunda-feira, o MP protocolou ação penal para responsabilizar criminalmente a proprietária do asilo, Albertina Honorato Panhozi, além de funcionários pela prática de tortura, maus-tratos, cárcere privado e agressão. O advogado dela negou as acusações e disse que vai recorrer da interdição.
A denúncia criminal também foi preparada pelos promotores Ana Carolina Pinto e Wilson Euclides Guazzi Massali, que já haviam ingressado com a ação civil pública. Eles teriam se baseado em denúncias anônimas, que indicavam que os idosos mantidos na casa de repouso eram vítimas constantes de agressões físcas e psicológicas. Os idosos começaram a ser retirados do asilo ainda ontem e estão sendo levados para casas de familiares ou outras entidades na região.
Os promotores informaram que Albertina já manteve entidade semelhante em Maringá, usando o mesmo nome. O lugar também foi alvo de ação civil pública por irregularidades semelhantes às verificadas em Sarandi. Na ocasião, também foi obtida judicialmente a interdição do asilo mas, segundo o advogado da proprietária do asilo, Hugo Tetto Júnior, a ação acabou arquivada pela Justiça.


