São Paulo - Cinco dias após a morte da juíza Patrícia Acioli, que atuava contra milícias em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, um plano para matar outro juiz, que já decretou a prisão de mais de 50 policiais militares, foi comunicado ao Disque-Denúncia, na última terça-feira.
O alvo é o juiz Alexandre Abrahão, da 1 Vara Criminal de Bangu, na zona oeste da capital fluminense. O caso foi revelado ontem pelo jornal ''O Dia''.
''Estava voltando de licença médica e fui pego de surpresa'', disse Abrahão, considerado um dos juízes mais atuantes contra policiais corruptos.
A informação dizia que a morte do juiz havia sido encomendada por Rogério de Andrade, apontado como um dos chefes da máfia de caça-níqueis no Rio. O aviso afirmava que Andrade, que está foragido da Justiça, tem o apoio de 39 PMs de um mesmo batalhão.
O denunciante disse ainda que um servidor da Justiça passou para os criminosos informações sobre o esquema de segurança do juiz e detalhes do carro dele. Abrahão informou hoje que sua segurança foi reforçada. A Secretaria de Segurança não deu detalhes sobre o caso.
Segundo o plano, o juiz seria morto perto do trabalho. Outro alvo seria o diretor do Departamento de Polícia da Capital, Ricardo Dominguez.
Apontado como autor de suposta ''lista da morte'' (composta por 12 nomes), na qual constava o nome de Acioli, Wanderson da Silva Tavares, o Gordinho, fez um acordo com Acioli e com o Ministério Público para fazer delação premiada. Para a polícia, os 12 nomes eram de pessoas ''marcadas para morrer''.

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