O juiz de direito João Luiz Clève Machado, de 42 anos, foi encontrado morto na manhã de sábado em sua casa no bairro Pioneiros, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. O juiz morava sozinho e tudo indica que a morte teria sido um acidente doméstico. O juiz teria escorregado e batido a cabeça na escada durante a madrugada. Técnicos do Instituto de Criminalística estiveram no local coletando evidências e a Delegacia de Fazenda Rio Grande, que está investigando a morte, aguarda o laudo pericial.
Clève Machado era natural de Paranavaí (Noroeste) e exercia a função de juiz há 17 anos, tendo sido juiz substituto em Nova Esperança e titular das comarcas de Altônia, Cianorte e Umuarama. Em Londrina, esteve à frente da 1 Vara Criminal por mais de 10 anos, de onde saiu no ano passado para assumir o posto de juiz de Direito substituto da 1 Seção Judiciária da comarca da Região de Curitiba. Ele foi, também, o primeiro magistrado a residir em Fazenda Rio Grande, o que lhe rendeu uma homenagem dos vereadores locais, que lhe concederam o título de cidadão honorário do município.
O juiz era conhecido por ter posições polêmicas em relação ao destino do lixo da Grande Curitiba. Em agosto, ele concedeu uma liminar suspendendo a audiência pública que apresentaria o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) de um aterro sanitário no município. Depois, a liminar foi cassada pelo Tribunal de Justiça do Paraná e a audiência foi realizada. Ele também determinou a realização de consulta pública para saber se o população aprovava a instalação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar) na cidade.
No site da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), o desembargador Miguel Kfouri Neto, presidente da entidade, diz que conversou por tefone com Clève Machado na quinta-feira. ''Estava feliz, após o encerramento da Correição na Comarca. Relatou-me, contente, que havia praticamente zerado os processos da meta 2. Agora, somos pegos de surpresa com a terrível notícia'', relata.

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