Juiz do TA denuncia suspeita de atentado
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terça-feira, 15 de abril de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O juiz João Kopytowski, do Tribunal de Alçada (TA) do Paraná, disse que recebeu ameaças de morte e suspeita que o carro dele foi danificado para provocar um acidente. Ele é o responsável por elaborar o programa Mãos Limpas, um projeto que pretende combater a corrupção e o crime organizado no Paraná. ''Acredito que isso está incomodando muitas pessoas'', afirmou.
No início de março, Kopytowski esteve com o juiz Alexandre Filho, do Espiríto Santo, assassinado no final daquele mês. ''Três dias após a morte dele, recebi uma ligação afirmando que eu seria o próximo'', disse.
Cerca de 15 dias depois, o policial Cléber Silva, designado pelo governo estadual a acompanhar Kopytowski durante o projeto Mãos Limpas, sofreu um acidente. ''Ele estava levando a caminhonete para mim quando a barra da direção soltou e ele perdeu o controle do carro e bateu'', relatou. Cléber Silva ainda acompanha o juiz, mas teve o braço quebrado por causa do acidente.
O policial afirmou que alguns dias depois do acidente viu duas pessoas armadas rondarem a casa dele durante a noite. Por causa do braço quebrado, ele disse que não teve chance de ir atrás dos suspeitos para prendê-los. ''É uma série de coincidências muito estranhas. Para mim, o crime organizado quer estabelecer um clima de insegurança em todo o Brasil'', afirmou Kopytowski. Ele citou casos de ameaças que aconteceram recentemente no Paraná, nas cidades de Capanema e Rio Branco do Sul.
O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná deve finalizar até a semana que vem um estudo de viabilidade de projetos para dar mais segurança aos juízes do Paraná. Entre as ações estão a instalação de identificadores de chamadas, portas detectoras de metais e uma central para os juízes ligarem em caso de emergência.


