Juiz do Pará denuncia aumento da prostituição infantil
agravada pelo desemprego, está fazendo aumentar a prostituição infantil"disse. Frota defende a criação de mecanismos eficientes para receber denúncias da população contra abusos sexuais e prostituição de menores e encaminhar com rapidez as providências para flagrar e enquadrar os criminosos. A televisão, o rádio, os jornais e outdoors deveriam, segundo o juiz, "divulgar diariamente números de telefones para denúncias".Por Carlos Mendes Belém, 20 (AE) - O juiz da Infância e Juventude no Pará, Paulo Frota, denunciou hoje que é cada vez maior a prostituição de meninas entre 11 e 17 anos nos navios estrangeiros que levam turistas para o arquipélago do Marajó, no norte do estado. "Não está havendo um combate eficaz por parte das autoridades. As paradas desses navios são rápidas e as crianças têm acesso às embarcações para práticas sexuais em troca de comida e dinheiro", disse Frota. O maior valor pago por um turista em troca de sexo não ultrapassa R$ 50,00. Um caso que chamou a atenção do juiz foi o de uma garota de 11 anos que teve os cabelos raspados pelo pai, como única forma de afastá-la da prostituição. O pai também a proibiu de ir à escola para diminuir suas chances de ficar pelas ruas. Outra situação que Frota define como "absurda" chegou a seu conhecimento. "Um adulto oferecia R$ 5,00 a uma menina para que esta o masturbasse e chegou a oferecer uma bicicleta nova para que a criança fizesse sexo com ele." Frota disse que nas cidades do Marajó há donos de postos de combustíveis que facilitam a prostituição infantil, principalmente na "hora de descanso dos caminhoneiros", para aumentar seu faturamento. A polícia paraense também é criticada pelo juiz devido à pouca atenção que dispensa no combate à prostituição de crianças. "Os policiais não agem porque alegam que o assédio sexual não é dos maníacos, mas das meninas, que usam roupas curtas e provocantes." O artigo 226 da Constituição Federal diz ser do Estado a obrigação de assegurar toda a assistência às famílias e criar mecanismos para combater a violência no âmbito de suas relações. "No papel, está tudo certo, mas na prática a violência familiar





