Agência Estado
De Cuibá
O juiz federal Fernando da Costa Tourinho Neto, corregedor-geral da 1ª Região do Tribunal Regional Federal admitiu ontem, em Cuiabá, que os 16 desembargadores de Mato Grosso citados pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral nas denúncias estão sendo investigados pela Polícia Federal (PF). Caso sejam confirmados quaisquer indícios da participação da cúpula do Judiciário no crime, automaticamente terão os sigilos telefônicos, bancários e principalmente fiscais quebrados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). ‘‘A justiça é morosa, ineficiente e ineficaz’’, criticou Tourinho Neto.
A Justiça Federal autorizou ontem, a quebra do sigilo bancário, telefônico fiscal do empresário Josino Guimarães, de 54 anos. Com a prisão preventiva decretada há cinco dias, o empresário foi acusado por Amaral, assassinado na semana passada no Paraguai, como suposto ‘‘agenciador de sentenças’’ no Tribunal de Justiça (TJ) do Mato Grosso. A pedido da PF e do procurador da República no Estado, Pedro Taques, Guimarães será ouvido amanhã pela terceira vez na Justiça Federal.
No TJ, os desembargadores recusam-se a falar com a imprensa sobre a morte do juiz. Eles se manifestam por meio de anúncios pagos nos meios de comunicação, cobrando apuração dos fatos. O presidente do TJ, Wandyr Clait Duarte, nega o envolvimento dos desembargadores no assassinato do juiz.

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