O juiz José Ruy Borges Pereira, do 1º Tribunal do Júri, disse ontem que deve aceitar o laudo psiquiátrico que classifica Francisco de Assis Pereira como semi-imputável. Esse é o segundo laudo de sanidade mental do motoboy produzido durante o processo.
O laudo foi divulgado na última terça-feira e contestado no dia seguinte pela advogada de defesa do motoboy, Maria Elisa Munhol. A advogada pede a anulação do resultado do laudo e a suspeição do perito Paulo Argarate Vazques.
Vazques participou de algumas sessões feitas pela antiga equipe de peritos, destituída por ter permitido a entrada de uma médica contratada pela defesa. ‘‘A tendência é que eu mantenha a equipe, disse o juiz, após o interrogatório. ‘‘O perito citado acompanhou alguns trabalhos do primeiro laudo como curioso e tenho certeza de que se trata de um profissional idôneo.
Não podemos comparar esse caso ao que aconteceu anteriormente. Da primeira vez, a defesa introduziu uma médica na junta, não sei como. Se o laudo for aceito, Pereira deverá ser levado a júri popular, podendo ser recolhido a uma prisão comum. Se fosse considerado inimputável (doente mental), tese defendida pela defesa, o motoboy seria isento de culpa e, sem julgamento, iria a um manicômio.
A advogada de Pereira afirmou ontem que o depoimento de seu cliente também a pegou de surpresa, o que reforçaria a tese de que se trata de um doente mental.

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