Curitiba - O juiz federal da Vara Ambiental, Agrária e Residual de Curitiba, Nicolau Konkel Junior, determinou que Universidade Federal do Paraná (UFPR) realize a matrícula de uma vestibulanda recusada como cotista. Ana Gabriela Clemente da Silva se inscreveu para o vestibular de Medicina, no sistema de cotas, e teve resultado superior à nota de corte do curso. Entretanto a comissão instituída pela universidade para avaliação da afrodescendência dos candidatos concluiu que a estudante não se enquadrava no perfil do grupo racial negro.
De acordo com Konkel, o principal critério para a admissão de um candidato na UFPR é o escore alcançado. Ana Gabriela obteve 711,114 pontos, enquanto o último classificado da concorrência geral do curso marcou 682,577. O juiz afirmou ainda que as cotas foram adotadas pela UFPR como um sistema de inclusão e, nesse caso, se transformou em um ''regime de exclusão''. Konkel criticou o sistema adotado pela UFPR neste ano. ''Não se pode cogitar que o sistema inclusivo adotado possa culminar com a exclusão de uma candidata que atestou sua aptidão para o acesso à Universidade'', explica.
A reportagem da Folha tentou contato com o professor Robson Bolzon, coordenador do núcleo de acompanhamento acadêmico da UFPR, mas ele não atendeu nem retornou as ligações.

mockup