Curitiba - O desembargador Leonardo Lustosa, que preside o inquérito que investiga a suposta participação de autoridades em orgias envolvendo adolescentes no município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, ouviu ontem o juiz André Luiz Taques de Macedo, que pediu para se afastar da Vara da Infância e Juventude até que o caso fosse esclarecido. O magistrado foi citado em depoimento de adolescentes que teriam participado das ''festinhas'', que ocorriam semanalmente numa chácara do distrito de Morro Vermelho.
Macedo confirmou que chegou a ir em uma festa promovida por comerciantes da região. Mas negou que tenha visto qualquer ato suspeito de exploração comercial ou sexual de adolescentes. Nos depoimentos, as meninas não confirmam que o juiz participasse das orgias sexuais. Por causa da suposta participação do magistrado nas ''festinhas'' com adolescentes, os autos foram remetidos para o Tribunal de Justiça único órgão competente para investigar atos supostamente praticados por magistrados. Ele teve que ser ouvido novamente por solicitação da Procuradoria Geral da Justiça, órgão máximo do Ministério Público (MP) estadual.
Além do juiz, foram citados nomes de policiais civis, funcionários públicos, vereadores, comerciantes e empresários da região. Por estar em segredo de Justiça, o desembargador se recusa a dar entrevistas sobre o caso.

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