Juiz denuncia prostituição de meninas
Belém O juiz da Infância e Juventude no Pará, Paulo Frota, denunciou ontem que é cada vez maior a prostituição de meninas entre 11 e 17 anos nos navios estrangeiros que levam turistas para o arquipélago do Marajó, no norte do Estado. ‘‘Não está havendo um combate eficaz por parte das autoridades. As paradas desses navios são rápidas e as crianças têm acesso às embarcações para práticas sexuais em troca de comida e dinheiro’’, disse Frota. O maior valor pago por um turista em troca de sexo não ultrapassa R$ 50,00. Frota disse que nas cidades do Marajó há donos de postos de combustíveis que facilitam a prostituição infantil, principalmente na hora de ‘‘descanso’’ dos caminhoneiros. Um caso que chamou a atenção do juiz foi o de uma garota de 11 anos que teve os cabelos raspados pelo pai, como única forma de afastá-la da prostituição. O pai também a proibiu de ir à escola para diminuir suas chances de ficar pelas ruas.
Frota defende a criação de mecanismos eficientes para receber denúncias da população contra abusos sexuais e prostituição de menores e encaminhar com rapidez as providências para flagrar e enquadrar os criminosos. O artigo 226 da Constituição Federal diz ser do Estado a obrigação de assegurar toda a assistência às famílias e criar mecanismos para combater a violência no âmbito de suas relações.

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