São Paulo, 24 (AE) - O juiz-corregedor do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), Maurício Lemos Porto Alves, decretou, ontem à noite, a prisão preventiva da vereadora Maria Helena Pereira Fontes, acusado de coagir testemunhas para dificultar as investigações no caso da máfia dos fiscais. O prazo de vigência da prisão preventiva é indeterminado.
Na terça-feira, o juiz já havia decretado a prisão temporária da parlamentar por cinco dias. Maria Helena foi presa no mesmo dia às 18h20, em seu gabinete na Câmara Municipal e deveria ser libertada no domingo. A prisão preventiva foi decretada sob três fundamentos: para garantia da ordem pública, além de assegurar a instrução do processo e garantir a aplicação da lei penal. Defesa - O advogado de Maria Helena, Paulo Amador Thomaz Alves da Cunha Bueno, disse hoje que seu direito de defesa está sendo cerceado. Segundo o advogado, ele esteve ontem à noite no Dipo, mas o juiz Porto Alves negou-lhe acesso aos autos. inda de acordo com Cunha Bueno, o juiz chegou a dizer que levaria os autos para casa e só proferiria qualquer decisão na segunda-feira. Hoje pela manhã, o advogado foi surpreendido com a notícia da decretação da prisão preventiva de sua cliente.

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