São Paulo, 20 (AE) - O juiz Rubens Hideo Arai, da 1ª Vara de Praia Grande (SP), decretou hoje a prisão preventiva de quatro policiais acusados pelo assassinato de três jovens na Quarta-Feira de Cinzas. O quinto PM preso pelo crime, o sargento José Carlos Ferreira, foi solto por ter seu álibi confirmado por duas testemunhas. Permanecem presos o tenente Alessandro Rodrigues de Oliveira e os soldados Humberto da Conceição, Marcelo de Oliveira Christov e Edvaldo Rubens de Assis, todos da Cavalaria.
Agora, o Ministério Público analisará se denuncia os PMs ou pede novas investigações. Na Quarta-Feira de Cinzas, Paulo Roberto da Silva, de 21 anos, Thiago Passos Ferreira, de 17, e Anderson Pereira dos Santos, de 14, foram agredidos e detidos pelos PMs. Seus corpos foram achados 16 dias depois em Praia Grande.
Em São Paulo, a Polícia Civil descobriu uma nova testemunha que esclareceu porque os PMs detiveram os três jovens. A testemunha disse que estava com as vítimas e mais um outro amigo. Eles haviam saído de um baile de carnaval. Na praia
depararam com dois homossexuais. Um deles teria mexido com a testemunha, dizendo: "Olha que alemãozinho bonito". Por isso, o grupo passou a bater nos homossexuais, um dos quais escapou e correu em direção a um posto da PM. "Então, a testemunha e o amigo separaram-se das vítimas", disse o delegado Sérgio Alves.
Pouco depois, o rapaz viu o carro da PM chegar com o homossexual no banco de trás. Mas ele e o outro amigo conseguiram fugir.

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