O juiz da 1ªVara Criminal de Londrina, João Luiz Clève Machado, decretou ontem à tarde a prisão preventiva de dois policias militares acusados de ser os autores dos disparos que provocaram a morte do jogador de futebol Raphael Bezerra da Silva, 20 anos, filho do ex-jogador do Londrina Esporte Clube (LEC) José Carlos da Silva, o Zequinha, em novembro de 2004. Na manhã de hoje serão expedidos os mandados de prisão contra os soldados Edney Ronaldo Gomes e Rangel Barbosa da Cunha, sob acusação de homicídio qualificado e fraude processual.
  Machado informou que decidiu pela prisão dos dois policiais ‘‘por conveniência de instrução criminal’’. No caso dos outros dois policiais supostamente envolvidos no crime, o tenente André Luiz de Almeida Figueiredo e o soldado Sérgio Fontanetti, o juiz informou que a prisão é proibida por lei. ‘‘O Código Penal diz em seu artigo 313, inciso II, que só deverão ser presos os réus considerados vadios e se houver dúvidas sobre suas identidades, o que não é o caso’’, esclareceu. A decisão do juiz foi enviada ao cartório às 16 horas de ontem.
  A prisão preventiva dos quatro policiais militares foi pedida pelo promotor da 1ªVara Criminal, Luís César Soares Boldrin Junior, que se baseou no fato do crime ser considerado hediondo e ter gerado repercussão na cidade. ‘‘Os policiais alteraram o local dos fatos e há a possibilidade de que eles tentem atrapalhar a fase de instrução do processo’’, justificou o promotor.
  Raphael foi atingido por 13 tiros disparados por policiais da Rone. O jogador estava em uma casa no Conjunto Ernani Moura Lima (Zona Leste) onde a PM suspeitava que estivessem escondidos os autores do roubo de um veículo na Área Central. O jovem permaneceu internado no Hospital Universitário durante 41 dias mas não resistiu aos ferimentos.

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