RIO - Três dos réus que respondiam em liberdade a processo no caso Vigário Geral tiveram mandado de prisão preventiva decretado pelo juiz José Geraldo Antônio, do II Tribunal do Júri. Um deles, o ex-soldado Gilson Nicolau de Araújo, violou o princípio que lhe garante a liberdade condicional - não se envolver em nenhum delito enquanto estiver sob esse regime. Na semana passada, Araújo foi apontado como autor de um crime no bairro de Anchieta, na zona norte.
Coincidentemente, o ex-policial - que prometeu se apresentar à Justiça hoje - foi incriminado num laudo de confronto de balística realizado por um instituto de Minas Gerais. No entanto, o promotor José Mui¤os Pi¤eiro Filho afirmou que o pedido de prisão de Araújo não tem qualquer relação com a revelação do documento, encaminhado à Justiça na véspera da data prevista para o primeiro julgamento do caso Vigário Geral.
Os outros policiais que tiveram a liberdade condicional revogada foram Sérgio Cerqueira Borges, o Borjão, e Luciano Francino dos Santos. Borjão foi fotografado no último dia 16 no plenário do II Tribunal do Júri sorrindo no início da sessão, enquanto Santos foi visto fazendo sinais em ameaça a um desafeto, durante a sessão. O episódio revoltou o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Thiago Ribas Filho, que entrou em contato imediatamente com o juiz José Geraldo Antônio e pediu para que ele tomasse providências.

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