Juiz decide hoje sobre prisão de diretor da Cataguazes
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quinta-feira, 10 de abril de 2003
Agência Estado 
Rio - O juiz da 1 Vara Federal de Campos (RJ), Marcelo Luzio, vai decidir hoje se revoga a prisão do diretor-administrativo da Florestal Cataguazes, Félix Santana, detido há cinco dias, em Campos. Ele está analisando o parecer contrário à prisão do executivo, emitido pelo Ministério Público Federal. Luzio decidiu ontem acatar o pedido de liminar do MPF e condicionou a distribuição da água dos rios Pomba e Paraíba do Sul a novas análises feitas pela Agência Nacional de Águas, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal de Minas Gerais.
Ontem à tarde, o delegado-titular da Polícia Federal em Campos, Carlos Pereira, entregou ao juiz o resultado da ação de busca e apreensão nas empresas Florestal e Cataguazes de Papel.
As mais de 600 mil pessoas dos oito municípios fluminenses afetados com o vazamento de produtos químicos vão precisar esperar um pouco mais pelo retorno do abastecimento de água. Laudo divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde do RJ indica que a água tratada dos rios Pomba e Paraíba do Sul ainda não estão próprias para consumo.
Também ontem, a Secretaria de Meio Ambiente de Minas divulgou um relatório de inspeção dos dois reservatórios da Florestal Cataguazes. De acordo com a vistoria, feita por técnicos da Companhia Energética de Minas Gerais, o dique se rompeu por causa de erosão interna na estrutura. Ainda de acordo com os técnicos, o dique não apresentava a ligação entre o filtro e sistema de drenagem, imprescindível para uma barragem daquele tipo e porte.
A outra barragem da empresa, que ameaça se romper, está ''totalmente cheia, com, no máximo, 60 centímetros de borda livre'', diz o relatório. Os técnicos recomendaram a reconstrução total do primeiro depósito de rejeitos químicos e o levantamento da borda do outro reservatório.


