Juiz de Osasco nega ter assistido tortura de presos
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quinta-feira, 21 de janeiro de 1999
Agência Folha 
O juiz-corregedor de Osasco (Grande São Paulo), José Marcos Silva, afastado do cargo, contestou ontem que tenha presenciado o suposto episódio de tortura de presos da cadeia pública da cidade.
Na semana passada, a Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo removeu Silva, por 30 dias, de suas atribuições. A suspensão do juiz foi determinada em razão de suspeitas de seu envolvimento no caso do espancamento de presos.
O IML (Instituto Médico Legal) constatou lesões corporais em 165 dos 440 detentos da cadeia. De acordo com o promotor Carlos Cardoso, da Procuradoria Geral de Justiça, as agressões teriam sido praticadas por policiais, em represália a uma rebelião que fora controlada três dias antes.
Segundo ele, depoimentos de presos confirmam que as torturas foram presenciadas pelo juiz José Marcos Silva. Em razão do meu compromisso com a verdade, não posso aceitar esse tipo de acusação falsa e mentirosa, disse Silva.


