Brasília, 19 (AE) - No depoimento que prestou hoje à noite à CPI do Judiciário, o juiz da Vara de Falências e Concordata de Cuiabá, José Geraldo da Rocha Barros Palmeira, negou ter participado do esquema para transferir a traficante de cocaína Maria Luiza Almirão dos Santos, conhecido como Branca, para a cadeia pública de Atalaia, em Alagoas, com o objetivo de facilitar sua fuga. A denúncia consta do dossiê feito pelo juiz Leopoldino Amaral, assassinado depois de ter acusado colegas de Mato Grosso de ligação com o narcotráfico. Consta ainda de relatório da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Alagoas encaminhado ao Ministério Público.
No último depoimento ouvido pela CPI sobre o fato, o juiz alagoano Daniel Accioly acusou Barros Palmeira de ter agido para transferir a narcotraficante. Já Barros Palmeira acusa Accioly de ter mentido. Barros Palmeira disse que recebeu Daniel "como amigo e conterrâneo" quatro vezes em Cuiabá, sendo que numa das vezes ele estava acompanhado por Rogério Farias, irmão de Paulo César Farias, o PC.
Rogério desejava comprar uma fazenda no Estado, mas não teria efetivado o negócio porque não achou nenhuma delas com campo de pouso. Para o presidente e o relator da CPI, senadores Ramez Tebet (PMDB-MS) e Paulo Souto (PFL-BA), a verdade sobre os depoimentos contraditórios será obtida pela documentação que já está sendo colhida pela comissão.

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