Maringá - O juiz da 1ª Vara Criminal de Maringá começou ontem a ouvir as vítimas do médico pediatra Silas de Mello Bruder, 51, preso no final de janeiro, acusado de rapto, atentado violento ao pudor e atos obscenos. Vinte pessoas, entre vítimas e testemunhas, devem prestar depoimento até a próxima quarta-feira. Os depoimentos vão servir de subsídio a um perito nomeado pelo juiz para avaliar as condições mentais do médico.
De acordo com o juiz Joaquim Pereira da Costa, o prazo para ouvir as testemunhas arroladas no processo ainda é de 81 dias, mas os depoimentos tiveram início ontem em função da alegação da defesa de o médico apresenta insanidade mental. Costa disse que já designou um perito para avaliar as condições mentais de Bruder. ‘‘O perito deve fazer esta avaliação só depois dos depoimentos das testemunhas, já que as informações deverão servir de subsídios a ele’’, justificou Costa.
Bruder foi preso no dia 26 de janeiro, quando estava com duas meninas, uma com 11 anos e outra com 12 anos de idade, no carro dele. A polícia começou a investigar a vida do médico a partir de uma denúncia da mãe de um menino portador de deficiência mental, de 16 anos. O garoto afirmou à mãe que era abordado pelo médico e que praticava sexo com ele. Ainda segundo o menino, Bruder pagava R$ 10,00 a cada encontro. Outras meninas com idade inferior a 15 anos também prestaram depoimentos e foram arroladas no inquérito policial como vítimas. A maioria delas afirma que o médico era visto constantemente no bairro Santa Felicidade - um dos bairros mais pobres de Maringá. Na maioria das vezes ele abordava crianças para dar volta de carro. Desde o início de março, Bruder foi transferido para o Sanatório de Maringá. O advogado de defesa dele, Israel Moura Batista, alegou que o pediatra tem problemas mentais.

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