São Paulo, 24 (AE) - O juiz da 18ª Vara Cível, Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, expediu nesta sexta-feira (24) alvará que autoriza os cerca de 3 mil funcionários do falido Mappin a sacar diretamente seu Fundo de Garantia por Tempo de Seviço junto à agência São Bento da Caixa Econômica Federal, mediante apresentação da Carteira de Trabalho e do TRCT - Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho.
Assim não haverá mais necessidade de aprovação do síndico da falência, o que vinha retardando o levantamento do dinheiro.
O pedido de alvará foi feito pela Associação dos Desempregados do Mappin e pela Mappin Sociedade de Previdência Privada. Alegaram que, com a decretação da falência, ficaram todos em situação difícil, havendo dificuldades até para a aquisição de remédios, ante os obstáculos burocráticos para o levantamento do FGTS depositado pela falida.
O total dos passivos tabalhistas do falido Mappin é de R$ 15 milhões. A massa falida já arrecadou cerca de R$ 20 milhões, o que garante o atendimento daquele compromisso. A maior parte do dinheiro arrecadado (cerca de R$ 18 milhões) proveio do grupo Extra que arrendou as lojas Mappin Itaim e Praça Ramos de Azevedo.
No próximo dia 30, em audiência na 18ª Vara, será decidido quem ficará com as 10 lojas restantes do Mappin. Estão interessados na reabertura dos pontos as lojas Renner, mediante o pagamento de R$ 10 milhões, as Lojas Americanas, a Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, e um grupo de Sorocaba. A melhor proposta é a da Renner, a única interessada em todos os pontos.

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