Juiz autoriza eutanásia e promove execução
Washington, 19 (AE-ANSA) - Um juiz da Flórida decidiu que Georgette Smith, paralítica pelo resto da vida, poderia morrer, sendo retirados os aparatos que permitem a ela respirar. Mas impôs uma condição: antes, deverá testemunhar contra sua mãe, que poderá ser condenada à morte.
O caso de Goergette Smith não tem antecedentes. A mulher está paralisada desde março, quando sua mãe de 70 anos rompeu sua coluna vertebral ao disparar um projétil por temer que a filha quisesse lhe internar em um hospício. A mãe foi acusada por tentativa de homicídio, mas se a filha morrer, correrá o risco de ser executada.
Georgette, de 42 anos, pediu para morrer. Ela pode mover apenas os olhos, o nariz e a língua. Não pode respirar, mas é capaz de falar, apesar de isto lhe dar muito trabalho. Ela só deseja uma coisa na vida: "Não me deixem assim", disse ela ao juiz Richard Conrad. "Deixem-me morrer e doem meus órgãos."
O magistrado, depois de ter conversado por muito tempo com a mulher em seu quarto de hotel em Orlando, decidiu que Georgette "tem o direito de renunciar da vida".
"É uma mulher inteligente, mentalmente lúcida", explicou o juiz. "Tomou uma decisão difícil. Discutimos juntos as consequências."





