Foz do Iguaçu - A Justiça do Paraguai arquivou o processo que investigava as mortes dos operários Labiar Barros, 29 anos, e Willian Alves de Aquino, 23, durante reforma da Ponte da Amizade (Brasil/Paraguai). O juiz Virgílio Martinez alegou falta de provas e considerou o caso uma tragédia, sem condições de ser evitada. Na época, colegas das vítimas denunciaram falta de equipamento de segurança.
Em 15 de janeiro, após rompimento de um andaime, os pintores caíram de uma altura de quase 65 metros na margem paraguaia do Rio Paraná. Dois outros funcionários estavam na plataforma: um deles caiu na água e ficou ferido e outro conseguiu segurar-se num pilar da estrutura.
Segundo Vicente Veríssimo Júnior, chefe do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), a empresa responsável pela obra, Engenharia e Pesquisa Tecnológica (EPT), indenizou cada uma família das vítimas em R$ 11 mil. Esse valor, conforme o engenheiro, é superior ao previsto na convenção coletiva do sindicato da construção civil.

mockup