Juiz apura denúncia de tráfico de drogas e morte de dententa em presídio feminino
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quinta-feira, 16 de dezembro de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 16 (AE) - O juiz-corregedor da Vara das Execuções Criminais, Octávio Augusto Machado de Barros Filho, apura denúncias da morte de uma detenta por overdose, tráfico de drogas entre as presas, indisciplina, aborto, fugas e uso de celulares pelas presas nos pavilhões da Penitenciária Feminina da capital, no Carandiru. A investigação teve início em julho, quando a agente penitenciária Iara Aparecida de Paula Santos, secretária geral do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado, procurou o Ministério Público. Em depoimento à promotora Mariza Schiavo Tucunduva e aos juízes da Vara das Execuções Criminais na sindicâncias 519/99, Iara e seis funcionárias fizeram a acusação.
Disseram que o diretor de disciplina, Walter Gomes, dá cobertura às detentas e pune e transfere as funcionárias quando é informado das infrações. Gomes defendeu-se hoje dizendo ser vítima de calúnia. "Sou funcionário da penitenciária feminina faz 15 anos, estou no sistema carcerário há 30 anos, estão fazendo isso porque querem o meu lugar e porque não concordo com a corrupção e a indisciplina". Cristiane Lopes foi a detenta que teria morrido em decorrência de overdose de cocaína. A morte ocorreu no começo do ano.
Segundo as funcionárias da prisão, Cristiane, que era portadora do vírus HIV, fazia uso de drogas todos os dias. As detentas Rosimeire de Oliveira e Antonia de Carvalho também foram internadas por causa de entorpecentes. Foram ouvidas Maisa Vieira da Silva, Janete Alves dos Santos, Neusa Santos Costa de Matos, Claudia Aparecida do Prado Rigatto, Maria Inês Brienza Pereira e Ivana Margarete Rodrigues Aguilar. Na sindicância são apontadas como suspeitas da venda de drogas as detentas Carla Virgínia, Eliane Rodrigues do Carmo, Márcia Francisco, a Marciona, Valéria Serrano, Ana Maria Silva, Mariza Ferreira e Denise de Souza Sá.


