Assunção, 20 (AE-ANSA) - Alguns estrangeiros estão envolvidos no atentado que matou o vice-presidente do Paraguai, Luis María Argaña, em 23 de março. A afirmação foi feita hoje (20), em Assunção, pelo juiz Jorge Bogarín, que cuida do caso, ao jornal Notícias. "Pode tratar-se de um complô", acrescentou o juiz. Ele lembrou que os autores materiais do assassinato seriam o coronel Wladimiro Woronieki, o funcionário público Walter Gamarra, e Máximo Osorio, guarda-costas do ex-general Lino Oviedo. Tanto o ex-general quanto o deputado Conrado Pappalardo estão incluídos no processo como autores intelectuais da morte de Argaña. Bogarín não diz o país destes prováveis estrangeiros envolvidos.
O Senado adiou para o próximo dia 27 a votação que tira a imunidade parlamentar do ex-presidente Juan Carlos Wasmosy (1993-98) para que seja investigado por malversação de dinheiro público. O pedido foi feito pelo senador Angel José Burró, do oposicionista Partido Encontro Nacional (PEN) a fim de que se junte mais documentos sobre o assunto. Dentre as possíveis irregularidades, Wasmosy é acusado de transferir US$ 44,5 milhões do Instituto de Previsão Social para salvar o Bando do Desenvolvimento, que depois quebrou. Por ter sido presidente, Wasmosy atualmente é senador vitalício.

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