Curitiba- Na questão racial, o juiz do TRT do Paraná, Fernando Ono, falou sobre a polêmica cota para negros nas universidades. ''Considero sim, uma espécie de discriminação, uma vez que o próprio beneficiado não se sentirá bem sabendo que foi ajudado, protegido. Não foi um mérito próprio. Mas considero uma discriminação positiva. Parece que o povo brasileiro está querendo resgatar uma dívida com a população negra'', avaliou.
Para o juiz do trabalho da 9 Região, Leonardo Vieira Wandelli, há um crescente progresso na ampliação e criação de leis que defendem os direitos humanos, uma vez que amplia-se o campo de debates sobre elas, e, criam-se espaços para a luta. ''Não que elas estejam em vigor, mas, pelo menos, elas já existem, o que as tornam mais possíveis de se tornarem realidade'', diz. Em contrapartida, ele argumenta que, à medida em que novas leis são criadas, aumentam os casos de descumprimento das mesmas.
Outro ponto levantado por Wandelli é a escassez de trabalho. ''Assim, as pessoas se submetem a condições de trabalho degradantes, uma vez que dependem dele. Os problemas de ordem trabalhista se relacionam com as opções econômicas feitas pelo país e com as violações das normas'', disse.
Segundo Wandelli, em países considerados de Primeiro Mundo, esses problemas também são bastante frequentes. ''Eles burlam as regras e, o pior, ainda servem de exemplo para países em desenvolvimento'', critica. O trabalho degradante, por exemplo, é um problema frequente no exterior e que atinge os imigrantes.
O Fórum Internacional prossegue no Hotel Bourbon até sábado.(C.D.)

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