Juiz acusado de matar ex-mulher nega autoria e se diz "vítima de complô"
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Thélio de Magalhães 
São Paulo, 01 (AE) - O juiz da comarca de Jacareí (SP), Marco Antônio Tavares, acusado de matar a professora Marlene Aparecida de Morais Tavares, sua ex-mulher, alegou inocência ao ser interrogado, hoje, durante duas horas, no Tribunal de Justiça de São Paulo. O interrogatório foi presidido pelo desembargador Gentil Leite. Assassinada com dois tiros, a professora foi encontrada em um matagal no quilômetro 14 da Rodovia Taubaté-Campos do Jordão, na noite de 22 de agosto de 1997. As digitais do cadáver estavam raspadas.
Durante o depoimento, o acusado insistiu na negativa da autoria e afirmou que o corpo encontrado não é de sua esposa, tese que vem apresentando desde que o cadáver foi localizado. Segundo Tavares, sua ex-mulher estaria se ocultando para prejudicá-lo, abandonando a família e três filhos menores. O acusado disse acreditar estar sendo vítima de um complô, porque como juiz em Jacareí fez muitos inimigos, principalmente por atacar a corrupção policial e política.
Na saída, o advogado de defesa do juiz chegou a convocar a segurança do TJ, numa tentativa de evitar que o juiz - que não quis falar à imprensa -, fosse fotografado. Na próxima audiência, em abril, o desembargador Gentil Leite ouvirá oito testemunhas de acusação.


