Juiz aceita denúncia contra Alexandre Pires; cantor será interrogado dia 11
Juiz aceita denúncia contra Alexandre Pires; cantor será interrogado dia 1114/Mar, 19:48 Por Evaldo Magalhães Belo Horizonte, 14 (AE) - O juiz José Luiz de Moura Faleiros, de Uberlândia (MG) aceitou, hoje, a denúncia por homicídio doloso (intencional) oferecida pelo Ministério Público contra o cantor e líder do grupo de pagode Só Pra Contrariar, Alexandre Pires. O vocalista é acusado de ser o responsável pela morte do vendedor José Alves Sorbinho, de 36, em consequência de um acidente de trânsito ocorrido no início de fevereiro. O promotor Sílvio Fausto de Oliveira Neto denunciou o cantor por homicídio doloso duplamente qualificado - segundo ele Alexandre Pires estaria embriagado e em alta velocidade. A pena neste caso, pode chegar a 30 anos de prisão. O juiz, adiantou, no entanto, que não pode antecipar se o vocalista irá ou não a júri popular. "O que fiz, neste primeiro momento, foi verificar se a denúncia atendia ao Código Penal", disse. "Não me cabe dizer ainda se classificação do crime está correta ou se é outra", completou. Cabe ao júri popular julgar crimes contra a vida. Faleiros marcou para o dia 11 de abril o interrogatório do artista. Alexandre Pires será o primeiro a ser ouvido pelo magistrado. Depois disso, defesa e acusação terão três dias para arrolar testemunhas, que também serão chamadas a depor. Ao final dessa fase é que o juiz irá avaliar a tipificação do crime. De acordo com Faleiros o cantor pode ser levado a júri popular por assassinato, impronunciado (o que significaria a retirada das acusações) ou julgado por homicídio culposo (sem intenção). No último caso, o julgamento é feito pelo juiz singular e não por um júri popular. "Acredito que teremos um resultado do processo até o final de maio", disse. O juiz também aceitou denúncia do MP contra outras duas pessoas: o farmacêutico Waldemar Ferreira Rocha e o tio de Alexandre Pires, Eurípedes Antônio de Jesus. Os dois são acusados de tráfico de drogas uma vez que forneceram ao músico um calmante, comprado sem receita médica. Prisão - Ontem, o promotor Oliveira Neto pediu a prisão preventiva do cantor, alegando que ele seria um perigo para a sociedade e que, por ser uma pessoa rica e famosa, tentaria influenciar as testemunhas do caso, recorrendo até mesmo a suborno. O pedido foi indeferido pelo juiz Faleiros. O acidente aconteceu na manhã de 06 de fevereiro. O vocalista dirigia seu jeep Cherokee por uma avenida de Uberlândia, em alta velocidade, quando atropelou a moto pilotada por José Alves Sobrinho. O vendedor teve traumatismo craniano e morreu três dias depois. Testemunhas ouvidas no inquérito policial disseram que o cantor estava embriagado. O músico, indiciado pela polícia por homicício culposo, deixou o local do acidente antes da chegada da polícia, alegando problemas emocionais, e não se apresentou às autoridades a tempo de fazer exames de teor alcoólico.





