Juiz acaba com privilégios de Hildebrando
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domingo, 30 de janeiro de 2000
Por Edmilson Ferreira 
Rio Branco, 30 (AE) - A última das regalias do deputado cassado Hildebrando Pascoal, sentar-se no banco de trás dos carros policiais, acabou há dois dias. Nas últimas remoções da Casa de Prisão Especial, a Papudinha, para os locais de audiência, o ex-deputado vem sendo conduzido no camburão dos carros da Polícia Federal, como os presos comuns. Além disso, o juiz Pedro Francisco da Silva, da 2.ª Vara Criminal da Justiça Federal, manteve o uso de algemas durante as remoções.
Os advogados dos acusados haviam entrado na Justiça com um pedido para evitar o uso de algemas. Depois que o delegado federal Marcos Cotrin assumiu a direção da Papudinha, Pascoal passou a andar no camburão, não é chamado de coronel e usa algemas sempre que tem de sair do presídio - exatamente o contrário do tratamento que vinha tendo no Quartel de Comando-Geral da Polícia Militar, onde passou preso mais de um mês.
A nova situação deixou Hildebrando ainda mais abatido, mas ele continua lutando para voltar ao quartel da PM. Silva já decidiu sobre isso também, em longo despacho de sete laudas. O ex-deputado será mantido na Papudinha, sozinho numa cela vigiada por câmera de TV e homens do Comando de Operações Táticas da PF.
Silva amenizou os critérios de revista durante as visitas. Advogados e familiares tinham de ficar completamente nus. No despacho, o juiz diz que esse tipo de revista só deve ser exigido quando existirem fortes suspeitas de que a visita tenta passar arma ou droga aos presos.


