São Paulo, 28 (AE) - A comunidade judaica de São Paulo vai coordenar um movimento contra campanhas de cunho racista divulgadas na Internet. Amanhã (29), em São Paulo, o presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista, Henry Sobel, deve reunir-se com o ministro da Justiça, José Carlos Dias, para propor que o Brasil coordene junto aos países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) a criação de mecanismos comuns para coibir a veiculação de sites que incitem o ódio contra minorias.
Jovens judeus da comunidade de São Paulo serão incentivados a rastrear sites que discriminem grupos sociais diversos. Essas informações serão enviadas à Polícia Federal e à Web Police, uma central internacional.
"O problema não é exclusivamente judaico e precisa ser discutido com toda a sociedade", diz Sobel, ao citar a existência de sites contra homossexuais e negros. A iniciativa da comunidade é consequência de uma campanha de cunho nazista que vem sendo divulgada na Internet contra judeus brasileiros.
Nesse caso, o papel da ONU seria o de criar mecanismos internacionais de cooperação.Como os provedores têm sede em vários países (mas os sites podem ser acessados de qualquer lugar) as normas para regê-los teriam de ser aceitas por todos. Hoje, Estados e Unidos e Canadá, onde estão os maiores provedores, não fazem restição aos sites ideológicos para não reprimir a liberdade de expressão.

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