Judeus ortodoxos de Jerusalém divididos pela Internet
Tel Aviv, 24 (AE-ANSA) - Os numerosos judeus ortodoxos que trabalham no setor de informática em Isarel encontram-se divididos por um dilema: obedecer seus rabinos, que exigem que não usem mais a Internet, ou sustentar suas famílias.
Os empregados da Versaware, uma companhia de Israel que publica livros eletrônicos na Internet, só com seu trabalho desafiam os conselhos de seu rabino.
A corte rabínica de Edah Haredit denunciou a Internet como "um veneno mortal que queima as almas". A corte representa 5% dos mais fanáticos da comunidade judia ortodoxa.
Aqueles que não se incluem nessa corrente têm menos problemas: a maioria do clero ortodoxo vê a Internet com maus olhos, mas não a proíbe expressamente.
Em uma ordem de janeiro passado, vários rabinos determinaram a circunscrição da utilização da Internet ao âmbito doméstico, e pediram a seus discípulos que utilizem o menos possível a rede no trabalho.
Muitos acreditam, entretanto, que um eventual boicote a Internet chegue demasiado tarde, e que a ordem passe mais por um ideal do que por uma situação real.
"Estamos revisando nossas contas do mês passado, e só tivemos um pedido de cancelamento do serviço depois da ordem dos rabinos", comentou à imprensa local Liat Yaari, de Aquanet, um provedor de serviços da Internet.
Um membro da Universidade Bar Ilan assegurou que, apesar das instruções dos rabinos, a Internet trará idéias laicas à comunidade ultraortodoxa.
E parece que algo algo assim já ocorre: pelo menos já existem comunidades ultraortodoxas que têm ... seu próprio site na rede.





