Jerusalém, 27 (AE-AP) - Colonos judeus mudaram-se hoje (27) para sete residências localizadas em um bairro árabe de Jerusalém, ao mesmo tempo em que aumenta a disputa entre israelenses e palestinos pelo controle da cidade.
Liderados por membros do Moledet, um partido de extrema direita israelense, os colonos levaram móveis e utensílios para apartamentos próximos a uma velha sinagoga que eles já haviam tomado meses atrás.
Mohammed Abu Aloul, um palestino de 17 anos habitante do bairro de Xeque Jarrah, assistia a invasão irado. "Eles não vão parar por aí", disse ele. "Eles invadirão as nossas casas também".
Segundo Uri Bank, um ativista do Moledet, as residências foram compradas de palestinos. Segundo ele, elas sempre pertenceram aos judeus.
Os palestinos esperam transformar Jerusalém Oriental, que foi tomada da Jordânia por Israel na Guerra dos Seis Dias (1967), em sua futura capital.
As tensões vêm aumentando em Jerusalém desde que o primeiro- ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidiu fechar três escritórios no quarteirão político palestino da cidade, a Casa Oriente.
De acordo com os israelenses, os escritórios são usados politicamente pela Autoridade Palestina de Yasser Arafat, o que, segundo o acordo interino de paz, seria proibido.
Os palestinos negam a acusação e prometem apelar para a Suprema Corte de Israel.
Para piorar ainda mais a situação, o Ministério da Habitação de Israel teria autorizado hoje a construção de 2.000 novas casas numa área próxima a um assentamento judeu na Cisjordânia, afirmou um líder colono.
O ministério negou uma reportagem de um jornal que revelava um plano de se construir uma pequena cidade próxima ao assentamento de Ofarim, na Cisjordânia. Segundo o porta-voz ministerial, Moshe Friedman, de acordo com o plano original de 1990, apenas 200 unidades estão sendo levantadas no local.

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