Jerusalém - Com o soar de sirenes durante dois minutos em todo o país em memória das vítimas do Holocausto, a comunidade judaica, majoritária em Israel, lembrou ontem o dia dos Mártires e Heróis do Holocausto. Os atos em homenagem às vítimas da ‘‘Shoᒒ (Holocausto) começaram pela manhã, com a entrega de oferendas de flores no monumento, em memória dos combatentes judeus contra os nazistas no Ghetto de Varsóvia, que foi arrasado pelos soldados do Terceiro Reich alemão.
O Ghetto de Varsóvia se transformou durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no símbolo da resistência judaica contra o extermínio sistemático da comunidade, praticado por Adolf Hitler, com argumentos racistas, e que matou seis milhões de judeus, entre os 50 milhões de pessoas que morreram na Europa durante a batalha.
Junto com a comemoração foi divulgado um estudo da Universidade de Tel segundo o qual atualmente está sendo realizada a pior onda de anti-semitismo desde a Segunda Guerra Mundial. Dina Porat, diretora do Instituto para o Estudo do Anti-semitismo e do Racismo Contemporâneos dessa Universidade, explica que o conteúdo da atual onda de anti-semitismo é de caráter político e não religioso como em outras épocas.
A França, Reino Unido, Rússia e Bélgica são, segundo os investigadores os países onde foram registrados mais ataques contra judeus.

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