Jucepar contrata tradutores depois de 20 anos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Wilson Amaro Gonçalves Filho já havia desistido de ser um tradutor público pela Junta Comercial do Paraná (Jucepar), afinal de contas foram duas décadas sem concurso no Estado, quando foi avisado por um amigo da abertura do edital no final do ano passado. ''Descobri por acidente, com um amigo concurseiro'', disse o universitário.
O tradutor juramentado, também conhecido como intérprete comercial, é nomeado depois de realizar testes de proficiência em língua estrangeira. O candidato deve ter idoneidade comprovada e residência fixa no Estado. Somente a tradução feita pelo intérprete comercial é reconhecida como documento oficial por instituições e órgãos públicos.
A tradução juramentada tem um formato próprio e outra particularidade é que deve descrever de modo fiel o documento original com carimbos, selos, brasões, escudos e assinaturas. Cabe ao intérprete comercial traduzir contratos, certidões, sentenças estrangeiras cumpridas no Brasil.
''Ele é credenciado pela Junta Comercial, não é um servidor público, e o pagamento é por trabalho executado cujos valores estão na Tabela de Emolumentos. A abertura do concurso faz parte do projeto do governo do Estado de oferecer melhores condições para o desenvolvimento das empresas no Paraná. Vamos facilitar o crescimento da atividade econômica no nosso Estado'', enfatizou o presidente da Jucepar, Ardisson Akel.
O concurso oportunizou 200 vagas para 11 línguas estrangeiras, porém duas delas não foram preenchidas (chinês e coreano). Foram aprovadas 186 pessoas no concurso. Elas tomam posse na tarde de hoje no Palácio Iguaçu, em Curitiba.
Wilson Amaro Gonçalves Filho passou em Inglês. Ele cursa Direito na Universidade Estadual de Londrina (UEL), sua segunda graduação, e ainda tem no currículo um curso técnico em Comércio Exterior e três certificados de fluência em Inglês, resultado de duas décadas de estudo da língua. ''Estou me especializando em inglês jurídico. Estou procurando um nicho de mercado. As demandas das assessorias demonstram a cada dia ser imprescindível a língua inglesa'', afirmou.
''É uma pessoa que se destaca pelo rigor técnico, não só quanto a linguagem mas também em temas de difícil abordagem, com propriedade intelectual e viés voltado aos negócios'', elogiou o advogado Marcus Grassano, sócio-proprietário do escritório Grassano & Associados, onde Gonçalves Filho trabalha como colaborador.


