Jovens sob privação de liberdade destacam-se na olimpíada de matemática
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Portal Brasil/MEC 
Pela primeira vez na história da Olímpiada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), estudantes que cumprem pena na penitenciária de Rio Branco (AC), atendidos pelo programa Projovem Urbano do Ministério da Educação, tiveram destaque na competição.
Dois deles receberam medalha de bronze, e outros três foram agraciados com menção honrosa. Participaram da competição de 2015, em todo o Brasil, 18 milhões de estudantes. Destes, aproximadamente 49 mil foram premiados, 306 no Acre.
Flávio Júnior Dias de Anorato cumpre pena privativa de liberdade na Unidade Penitenciária Doutor Francisco DOliveira Conde, em Rio Branco. Medalhista de bronze na 11ª Obmep, ele sonha ser engenheiro elétrico e acredita que a medalha abre uma oportunidade.
"Nem tudo está perdido, e eu só preciso de uma nova chance para recomeçar", afirma. E garante que pretende continuar os estudos ao recuperar a liberdade. "Com esse resultado, eu me senti capaz e sei que, se estudar, vencerei muitas coisas."
"A premiação significa que os alunos estão valorizando a oportunidade que é dada a eles", afirma a coordenadora de educação de jovens e adultos da Secretaria de Educação e Esporte do Acre, Fernanda Alves Nóbrega.
Projovem Urbano
Destinado à reinserção de jovens na faixa de 18 a 29 anos no processo de escolarização, o Projovem Urbano, com duração de 18 meses, atua em três dimensões: conclusão da educação básica, qualificação inicial e participação cidadã. No programa desenvolvido nas unidades prisionais, há readaptação da carga horária.
No ciclo em que os alunos do Acre foram premiados, havia 760 estudantes do programa em estados do Nordeste. No próximo ciclo, que terminará em 2016, devem ser registradas 1.210 matrículas.


