Jovens são assassinados no Pontal
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Das agênciasDe São José do Rio Preto, SP 
Cinco estudantes, dois deles menores de idade, foram mortos com golpes de machado na cabeça e no pescoço, na primeira chacina registrada em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste, a 675 km, de São Paulo. A cidade, de 20 mil habitantes, é conhecida nacionalmente por servir de base para ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Pontal do Paranapanema, mas tem baixos índices de homicídio, segundo a polícia.
Os corpos estavam todos de bruços, espalhados dentro do raio de um quilômetro, numa área a 4 km do perímetro urbano. Os cinco jovens estavam desaparecidos desde sábado, mas foram assassinados provavelmente na segunda-feira, segundo a polícia, pelo estado de conservação dos corpos.
Investigações iniciais revelaram que o grupo de jovens tinha saído, no final de semana, para acampar atrás do cemitério da cidade, local conhecido como ponto de encontro para uso de drogas. Todos eram usuários, segundo a polícia.
Uma equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Presidente Venceslau trabalha no caso.
Vida salva O adolescente Wagner Estevan de Camargo, de 14 anos, mesmo ferido com três tiros, conseguiu salvar seu irmão, de 2 anos, de dois homens que mataram seus pais, anteontem à noite, em Sorocaba, a 92 km de São Paulo. O crime aconteceu na periferia da cidade. Wagner estava na sala vendo televisão com o irmão caçula e os pais, Claudinei de Camargo (35), e Vanda Zulmira Estevan de Camargo (32), quando dois homens armados invadiram a casa. Eles dispararam vários tiros contra Claudinei e voltaram as armas em direção a Vanda. Wagner se jogou na frente da mãe e foi atingido por três disparos. Uma das balas feriu de raspão sua cabeça, as outras o acertaram no braço direito. O garoto caiu e fingiu estar morto, enquanto sua mãe era executada.


