Santos - A descoberta dos corpos de Celso Gioielo Magalhães Júnior, 20 anos, e de Anderson do Carmo, 17, numa cova rasa na estrada municipal do Nhambu, na manhã de sábado em Itanhaém, acabou com o mistério do desaparecimento dos dois, ocorrido no dia 27, quando saíram algemados da casa noturna Casarão, em Mongaguá (litoral sul paulista). Depois de reconhecer o corpo do filho Celso no IML de Praia Grande, dona Arlete Bonavita exige justiça.
Seu drama começou logo depois que os dois rapazes foram presos pela PM. ''Ao saber, fui a pé até o Casarão e, no caminho, encontrei uma Blazer da PM e contei o que sabia''. Naquele momento, os dois PMs envolvidos no caso informaram que os presos haviam sido encaminhados à delegacia para averiguação. Aí ela passou a temer pela vida do filho e de Anderson, amigo inseparável de Celso. ''Um dia, o Celso chegou em casa todo ensaguentado e contou que havia apanhado dos policiais Miranda e Silvio'', disse dona Arlete. Seu filho pediu para ela não denunciar e ainda lhe disse mais: ''se eu morrer, não foi bandido não; é só procurar esses dois PMs''.
Autuados em flagrante, os dois policiais acusados pelo crime - o cabo Maurício Miranda e o soldado Silvio Ricardo Monteiro Batista - foram levados ontem para o presídio militar Romão Gomes, em São Paulo, onde deverão permanecer detidos até o julgamento do caso.
Os dois negam ter sido os autores dos assassinatos. ''Eles estão irredutíveis. Mas algumas provas que estamos aguardando da perícia deverão desmontar essa versão'', disse o coronel Paulo Máximo, corregedor-adjunto da Polícia Militar.
Os corpos de Celso Gioielli Magalhães Júnior e Anderson do Carmo, foram sepultados na manhã de ontem no cemitério da Igualdade, em Mongaguá.

mockup